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CONCURSO EISENBAHN MESTRE CERVEJEIRO 2016

Amantes da boa cerveja,

dia 16 de junho (também conhecido como a próxima quinta-feira) serão abertas as inscrições para o concurso Eisenbahn Mestre Cervejeiro 2016 !

O estilo escolhido para esse ano foi o Altbier, estilo clássico originário na cidade alemã de Dusseldorf !

CONCURSO_EISENBAHN

As inscrições são limitadas e vão apenas até o dia 30 de junho !

Corram para se inscrever, que eu prometo que vou preparar um Post com dicas sobre esse estilo !

Bons goles a todos e até mais !

6º Concurso Estadual de Cervejeiros – Veja como foi

Amantes da boa cerveja,

entre os dias 21 e 26 de setembro ocorreu o julgamento do 6º Concurso Estadual de Cervejeiros de São Paulo !

estadual_resultado

O estilo escolhido para o concurso desse ano foi o 22A – Double IPA (Família 22: Strong American Ale – BJCP 2015).

O primeiro colocado, além do troféu e certificado, terá aproximadamente 1.900 litros da sua cerveja produzida na cervejaria Dádiva e vendida como cerveja sazonal da casa, recebendo 30 litros desta produção, além de participar de todo o processo de brassagem na fábrica.

Os segundo e terceiro lugares, receberão troféu, certificado e, respectivamente, 18 e 12 unidades de cervejas do portifólio da cervejaria Dádiva.

Eu tive o privilégio e a honra de participar do julgamento em alguns dos dias (ou melhor, das noites), e foi uma experiência gratificante poder ajudar na decisão das finalistas, nas mesas de mini BoS (onde as melhores cervejas de cada dia eram colocadas lado a lado para que fosse selecionada a amostra que estaria na mesa final, no sábado) e também na mesa final, onde foram selecionados o vencedor, o segundo e o terceiro colocados dentre as amostras classificadas para a mesa final.

BoS_01

BoS_02

Nessa mesa final, após alguns debates sobre as amostras analisadas, os juízes Marcelo BenitoGiuliano Matos (eu! :) ), Marcelo Breda, Paulo Almeida e Victor Pereira Marinho chegaram ao resultado final, que foi o seguinte:

estadual_02

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1º lugar: Jorge do Val
2º lugar: Sérgio Müller
3º lugar: Leonardo Sardinha
4º lugar: Evandro Sanches
5º lugar:Tiago Bittar

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Eu (esquerda), Sérgio Muller (vice-campeão, centro) e Jorge do Val (campeão, direita) !

Gostaria de parabenizar a todos os cervejeiros que participaram do concurso e a todos que de alguma forma ajudaram na organização, sem vocês a realização do concurso não seria possível.

Um obrigado especial a todos os juízes:

Alessandro Morais
André Cancegliero
Cauê Santos
David Michelson
Douglas Giacomini
Elizabeth Marino
Fred Ming
Giuliano Matos
Guilherme Hoffmann
Guto Procópio
Juliana Behr
Julio Bernardo
Katia Tanner
Kethlyn Diniz
Luis Celso
Luis Nascimento
Marcelo “Benito” (foi em TODOS os dias, obrigado Benito!)
Marcelo Breda
Patrick Bannwart
Paulo Almeida (foi em TODOS os dias, obrigado Paulão!)
Rodrigo Casarin
Rodrigo Turini
Tegnus Lamas
Victor Bonomi
Victor Marinho

Além dos juízes, foram de importância fundamental também todos que participaram do Staff do concurso:

Bruno Lins da Costa Borges
Fernando Henrique de Abreu
Fernando José Ganzelli Lima de Azevedo
Gilberto Grassi
Guilherme Fernandes Momesso
Katia Tanner
Maicon Luiz de Souza
Marcio Marchetti Kovacs
Marco Antonio Bernardo Filho
Oscar de Palacios

“Aê, desce mais uma Double IPA e uma porção de fritas” !!!!!!!!
hahahahahahahahaha

Obrigado mesmo, pessoal !

E, finalmente, eu gostaria de deixar um agradecimento em especial a Igor Puorro e a Lari Paschoal, que foram sem dúvida as pessoas que mais trabalharam para viabilizar a realização desse concurso.

Parabéns pela ótima organização e pelo excelente trabalho, tanto no planejamento como na execução desse planejamento ao longo dos últimos dias: recebimento e acondicionamento das amostras, preparação do ambiente para julgamento, recrutamento dos juízes, compra de pãozinho, água e a condução da avaliação ao longo de toda a semana !

PARABÉNS !  Vocês sempre terão minha admiração e meu respeito !

E obrigado a todos por ajudar e fazer acontecer um concurso dessa magnitude !

Ah, e claro, agradeço imensamente também à Luiza Tolosa e à Cervejaria Dádiva, que, acreditando no potencial dos cervejeiros da ACervA Paulista, ofereceu a possibilidade de realizarmos essa parceria no primeiro rótulo ultra-lupulado de seu portfólio !

Obrigado !

Bom pessoal, só sei que foi assim !

Bons goles a todos, e bora esperar a brassagem na Dádiva… já tá pronta? Já tá pronta? Já tá pronta? Dizem que fica pronta em novembro…

Sortearei algumas dessas belezinhas no aplicativo Beer4Free assim que estiverem prontas !

 Abraço, galera !

Concurso Interno ACervA Paulista 2015: Como foi

Amantes da boa cerveja,

com algum atraso, segue o relato de como foi o julgamento das amostras do V Concurso Interno da ACervA Paulista, que ocorreu no sábado, 18 de abril de 2015.

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Em primeiro lugar, eu gostaria de agradecer à ACervA Paulista, associação de cervejeiros caseiros da qual faço parte desde 2009, e que tem sido de fundamental importância no meu desenvolvimento como cervejeiro. Agradeço a oportunidade de, mais uma vez, poder fazer parte do júri do concurso interno.

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Eu, à direita, de óculos e camiseta preta da ACervA Paulista, no meio dos outros juízes

Gostaria também, agora em nome da ACerva Paulista, de agradecer a cada um dos juízes, pessoas que se dispuseram a acordar cedo num sábado de feriado prolongado e doar parte de seu tempo livre para a nossa associação, sem levar nada em troca, além de uma cerveja e um escondidinho no Food Truck:

Alex Moraes
Alex Wirz
Alexandre Mapeli
Antonio Carlos Petto Junior
Daniel Tortella
David Michelsohn
Douglas Giacomini
Fernando Baggio
Fernando Carvalho
Filipe Richter
Fill Cruz
Frank Skwirut
Fred Lima
Fred Ming
Giuliano de Matos
João Amstalden
José Augusto Procópio
Luis Celso Sniecikoski Junior
Luis Nascimento
Marcelo Breda
Roberta Tsustsui
Rodrigo Turini
Ronaldo Rossi
Saul Caffarena
Saulo Tavares
Suelen Brugni
Tegnus Franciscus Lamas

A ajuda e o conhecimento de todos foi de suma importância para a realização do evento, e um grande mérito da organização do evento foi conseguir um bom número de juízes certificados BJCP, o que trás maior credibilidade para o resultado do concurso. Cada uma das sete mesas pode contar com um juiz certificado, que foram os seguintes: David Michelsohn, Fred Ming, Giuliano de Matos, Luis Celso Sniecikoski Junior, Luis Nascimento, Marcelo Breda e Roberta Tsustsui.

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Juízes analisam suas amostras

Além dos juízes, foi de fundamental importância a ajuda do pessoal da organização do evento, que contou com a ajuda das seguintes pessoas:

Eduardo Eloi
Marcos Caio Vicentin
Gilberto Grassi Filho
Gustavo José Ferreira de Almeida
Luiz Biagi
Rodrigo Rosa

Pois bem ! Foi um dia de trabalho bastante cansativo ! Para aqueles que acham que participar de um concurso como esses é mais ou menos como passar o dia bebendo, farei uma breve descrição de como foi o dia como um todo !

O horário marcado para a apresentação dos juízes era por volta das 09:30 da manhã, embora muitos tenham se apresentado bem antes disso, e foi gasto certo tempo na montagem das mesas, preparação do espaço para o julgamento e ajuste dos últimos detalhes.

Antes de iniciarmos os trabalhos, foi feita uma breve apresentação sobre alguns pontos importantes para o BJCP, com algumas informações e dicas de como proceder durante o julgamento das amostras. Tudo o que foi apresentado aos presentes foi retirado de documentação oficial do BJCP, e foi importante principalmente para aqueles que estavam participando pela primeira vez de um julgamento.

Após essa breve palestra inicial, deu-se o início da avaliação das amostras, por volta das 11:00 hs da manhã ! Tínhamos um longo caminho pela frente, pois teríamos que avaliar 65 amostras de cerveja !

Como o concurso abrangia todas as categorias do BJCP, o pessoal da organização do evento procurou, na medida do possível, iniciar o julgamento com as amostras de estilos mais leves e menos marcantes em termos sensoriais, e ir evoluindo de maneira gradativa.

Dessa maneira, nossa mesa começou uma amostra do estilo Witbier, e terminaria com uma Russian Imperial Stout.

Entretanto, devido a atrasos e ao fato de ainda restarem algumas amostras a serem julgadas quando já tínhamos acabado nossas amostras, recebemos ainda uma Specialty Beer e uma Berliner Weisse para fechar a conta !

Como muito tempo tinha transcorrido desde o início das atividades, ofereceu-se a possibilidade de uma pausa para almoço para aqueles que assim preferissem, ou então a possibilidade de finalizar o julgamento de todas as amostras da mesa e só então parar para comer (e beber!) alguma coisa.

Sim, beber, porque uma coisa é avaliar, outra é beber pelo simples prazer de tomar uma boa cerveja ! (Mesmo depois de julgar 10 amostras… hehehe)

Algumas das mesas optaram por parar para o almoço, outras optaram por continuar (foi o caso da nossa), e assim seguimos trabalhando até por volta das 16:00hs, sem parar para um descanso ! Cansativo ! Gratificante, interessante, produtivo, mas bastante cansativo !

A avaliação da amostra não se resume a apenas tomar um gole e detectar eventuais falhas na cerveja, mas envolve uma análise criteriosa da cerveja, discussão com  os demais membros da mesa, e preenchimento manual de uma ficha de avaliação.

Tudo isso feito numa mesa pequena, com quatro pessoas, cada uma com pelo menos dois copos cheios – um de cerveja, um de água – oito copos, duas garrafas, muitos papéis, canetas, lápis, celulares.. um ambiente própício a dar uma meR$# lascada… hahaha (quem me conhece, sabe da minha deficiência em manter líquidos dentro de copos, ou tomo logo ou acabo derrubando sem querer… se for café no escritório, então, já é melhor servir logo na mesa, eu ganho tempo, porque mais cedo ou mais tarde o café vai acabar lá mesmo… hehehe)

Enfim, depois de um longo dia, tivemos a divulgação das 5 maiores notas, que foram as seguintes:

1° Fábio Belardinelli – 13d – Foreign Extra Stout
2° Leornardo Saridnha – 14B – American IPA
3° Ricardo Francisco Simoni – 7C – Dusseldorf Altbier
4° Diogo Natale – 1C – American Premiun Lager
5° Evandro Sanches da Silva – 13F – Russian Imperial Stout

Com relação a notas, gostaria de fazer algumas considerações pessoais.

Eu não participei da organização do concurso desde o início, passei a ajudar o pessoal da organização mais para o final, e não participei da elaboração do regulamento.

A divulgação das notas mais altas, no meu ponto de vista, nos remete a um ranking, onde temos o campeão, o segundo colocado, o terceiro, e assim por diante. Entretanto, quando se misturam amostras de diferentes mesas, nos deparamos com um fator que, embora seja normal, pode gerar alguns questionamentos no tocante às notas:  esse fator é a ‘falta de padrão‘.

A melhor maneira de se chegar a um campeão num concurso cervejeiro é a degustação, novamente, das amostras com maiores notas, numa mesa Best of Show, para que todas sejam avaliadas novamente pelo mesmo conjunto de juízes, e se chegue a um consenso sobre qual das amostras é a melhor. É muito comum, inclusive, que uma amostra seja campeã mas tenha um número menor de pontos, da primeira rodada, do que as demais. Tudo isso é normal e precisa ser entendido pelos participantes dos concursos.

E, por favor, não entendam essa ‘falta de padrão’ como algo negativo. Foi apenas um nome que dei a algo que é inerente à subjetividade do ser humano, algo que somente com muito treinamento, muita conversa, muita orientação e muita experiência poderá ser minimizado. Eu digo minimizado porque, erradicado, na minha opinião, é praticamente impossível.

Isso decorre do seguinte motivo: o ser humano, ao julgar algo, tem que levar em consideração, na minha opinião, quatro fatores, e lidar ainda com um quinto, que aparece ao longo do julgamento:
- Fatores objetivos:  a regra de um jogo de futebol, a legislação vigente, e no nosso caso o guia do BJCP;
- Fatores subjetivos: a opinião inerente a cada um, a subjetividade de cada um, desde que respeitando as regras objetivas descritas acima;
- Limitações:   as limitações, físicas e de conhecimento, podem fazer a diferença num julgamento. No caso de uma cerveja, que envolve basicamente percepções sensoriais, as limitações físicas são de extrema importância. Por exemplo, algumas pessoas são muito sensíveis a determinados compostos, porém tem dificuldade ou mesmo não possuem sensibilidade a outros. Isso é comum, os juízes tem que aprender a lidar com isso, e é interessante que cada juiz de cerveja conheça suas limitações, principalmente se não possuir sensibilidade a determinado componente;
- Experiência: quanto mais experiente for o juiz, mais ele terá a vivência para tomar a decisão correta no momento certo.

O quinto fator, que o juiz deve lidar ao longo do julgamento, é o cansaço: é fisicamente desgastante passar seis horas sentado numa cadeira(nem sempre confortável, que o diga Ronaldo Rossi), escrevendo (nem sempre com espaço suficiente) e tentando fazer uma letra minimamente compreensível.

Todos esses fatores em conjunto podem gerar discrepâncias nas notas dos juízes, e pequenas – ou até ‘médias’ – diferenças de nota são perfeitamente aceitáveis. Na minha opinião, os dois fatores que mais surtem efeito na padronização dos julgamentos são dois – estudo e experiência.

É altamente provável que, quanto mais experientes forem os juízes, menores serão as diferentes gritantes nas notas. Se as mesas fossem todas compostas de juízes certificados BJCP com nível ‘National’, tenho certeza de que as diferenças ficariam dentro de uma margem de erro aceitável pelo BJCP, que é de 7 a 8 pontos.

É importante que fique claro que isso existe em qualquer tipo de julgamento, não apenas de cervejas:

- um juiz dá uma falta, o comentarista de arbitragem de um canal diz que foi falta, o de outro canal diz que não foi;

- dois contribuintes, exatamente na mesma situação, fazem o pedido de revisão de algum tipo de tributo, um juiz dá ganho de causa ao contribuinte, o outro não só não dá ganho ao contribuinte, como o condena a pagar as custas advocatícias;

- um professor corrige a redação de um aluno e dá uma nota boa, outra diz que ele fugiu do tema e dá um zero;

E assim por diante.

O julgamento é uma atividade subjetiva, por isso existem instituições como os colegiados no nosso judiciário, e por isso também as mesas são compostas por vários juízes nos nossos concursos. E, ainda assim, existe a possibilidade de termos julgamentos muito diferentes. Temos que conviver com isso, mas ao mesmo tempo tomar ações para minimizar eventuais discrepâncias que possam surgir.

Eu estou tentando viabilizar, junto ao BJCP, a possibilidade de realizamos algum treinamento oficial, para que sejam transmitidas orientações aos juízes, e sejam feitas algumas sessões para ‘calibrar’ o entendimento dos juízes num ambiente de treinamento, para que essas diferenças sejam minimizadas na hora de um concurso real.

Pessoal, concluindo, o nosso V Concurso Interno da ACervA Paulista, na minha opinião ele foi UM GRANDE SUCESSO, mesmo com os pequenos problemas que sempre surgem na organização de um evento dessas proporções. Os pontos positivos superaram, em MUITO, as pequenas falhas que porventura tenham ocorrido.

Para finalizar, gostaria de deixar algumas dicas para a diretoria da ACervA Paulista, para que os próximos concursos sejam ainda melhores do que esse:

- Na organização do Concurso Estadual, sugiro que seja previsto no regulamento a montagem de uma mesa Best of Show no final do evento, e que as cervejas sejam classificadas não de acordo com sua nota, e sim de acordo com o consenso dessa mesa;

- IMPORTANTE: sugiro que as mesas tenham 3 juízes ao invés de 4, e que se aumente o número de mesas caso tenhamos um bom número de juízes. Dessa maneira, a carga de trabalho de cada juiz fica menor, e por consequencia o cansaço e as possíveis falhas decorrentes desse cansaço são minimizadas;

Bom, pessoal ! Desculpem o texto longo, mas o evento foi tão importante que não podia deixar passar batido !

Se você leu até o final, parabéns, é só me cobrar quando nos encontrarmos nos ‘EAP’ da vida que pago uma cerveja !

Grande abraço, bons goles e até a próxima !