Arquivo da categoria: Análise de Cervejas

Wäls e Bohemia – Vida nova !

Amantes da boa cerveja,

aconteceu em 31/03/2015, terça-feira, um lançamento duplo no Empório Alto de Pinheiros, o nosso EAP !

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Foi o dia de lançamento da primeira cerveja da Wäls/Bohemia após a polêmica fusão, a Saison d’Alliance, uma Farmhouse Ale que leva em sua composição sálvia, hortelã e gengibre. Ela possui teor alcoólico de 5,8% e estava disponível apenas nas tradicionais garrafas de rolha da Wäls, que contém 375 ml.

Para sua produção, foi utilizado fermento vindo diretamente do banco de leveduras da Leffe, na Valônia. Seu preço é de 26 reais.

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É uma cerveja interessante, o condimentando vai se evidenciando na medida em que a cerveja esquenta no copo, um aroma agradável de especiarias, não é muito alcoólica e é fácil de beber.

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Tiago Carneiro servindo a sua cria !

No Stadt Jever, bar da cervejaria Wäls em Belo Horizonte, no dia 1º de abril ela será servida on tap a R$ 5 ! E não é coisa de dia da mentira não… aí sim, hein ?! Com certeza vale a pena experimentar essa cerveja por 5 mangos…

O outro lançamento da noite, também da Wäls, foi a Wäls EAP Hop Barley Wine 2015, uma Barley Wine potente com 13% de teor alcoólico.

Ela estava disponível tanto em chope como nas garrafas de 375 ml. Os lúpulos utilizados em sua produção foram o australiano Ella e o famoso Cascade americano.

É uma cerveja de personalidade, os 13% de álcool aparecem um pouco no aroma e no sabor, mas são maquiavelicamente mascarados por uma boa base maltada, tornado a cerveja relativamente fácil de beber – guardadas as devidas proporções por se tratar de uma cerveja muito forte.

Seu preço também é de R$26  para a versão engarrafada, e de R$ 16 para o chope de 300 ml.

Eu, que tenho uma certa queda por Barley Wines, gostei bastante dessa cerveja, e achei o preço justo, principalmente para a versão em chope.

Numa conversa informal com Tiago Carneiro e Daniel Wakswaser, da Wäls/Bohemia (segundo eles, agora é tudo uma coisa só, e não é mais Tiago da Wäs e Daniel da Bohemia), eles disseram que até o final do ano teremos muitas novidades, muitas coisas boas pela frente, e que a qualidade das cervejas será preservada.

Se algo for para mudar, com certeza será para melhor – palavras deles !

Esperemos que assim seja !

Caso queira experimentar as cervejas, seguem as coordenadas:

Empório Alto dos Pinheiros
Endereço: Rua Vupabussu, 305 – Pinheiros, São Paulo – SP
Telefone:(11) 3031-4328

Bons goles a todos e até a próxima !

Hamurabi e Old Times Imigrant Ale

Amantes da boa cerveja,

nesse último sábado, dia 21 de março de 2015, estivemos no Empório Alto de Pinheiros para o lançamento da Hamurabi, uma India Pale Lager produzida pela cervejaria cigana Prima Satt, e para o Projeto Cerveja em Dupla, onde uma dupla de cervejeiros se encontra para a criação de uma nova receita.

Lançamento Hamurabi

A Hamurabi é uma excelente cerveja, ela carrega toda a carga olfativa de uma American IPA (embora seja Lager), com um aroma proeminente de lúpulos cítricos (foram utilizados Citra e Centennial), e um amargor de 40 IBU.

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FOTO: Fernando Satt

Entretanto, como é fermentada com fermento Lager (ela utilizou o Saflager W-34/70, da Fermentis), ela é super refrescante, leve, sem grande contribuição por parte do fermento em termos de aromas e sabores.

Uma excelente pedida, com alto drinkability – quem disse que para beber cerveja em quantidades absurdas temos que beber cervejas que se parecem com água? Minha dica é: não abuse e saiba a hora de parar, mas se for para enfiar o pé na jaca, pelo menos faça isso tomando uma cerveja boa !

E a Hamurabi é uma excelente pedida ! Desce fácil e cada gole chama o próximo ! Parabéns, Prima Satt !

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Eu degustando uma Hamurabi ao lado de Leonardo Satt, pai da criança ! (FOTO: Fernando Satt )


Projeto Cerveja em Dupla


Degustação de Old Times Imigrant Ale / Rolling Pils Bohemian Pilsner a caminho

No Empório Alto de Pinheiros, junto com o lançamento da Hamurabi, estava ocorrendo a oitava edição do projeto Cerveja em Dupla, que reúne duas cervejarias para elaborar uma nova cerveja, na panela, na rua, em frente ao estabelecimento.

Nessa edição, tivemos Leo Satt, da Cervejaria Prima Satt, e Luis Nascimento, da Sinnatrah Cervejaria Escola, fazendo a Rolling Pils, uma Bohemian Pilsner single hop de Saaz feita utilizando-se o método de decocção.

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Os cervejeiros se preparam para a brasagem (FOTO: Fernando Satt)

Ou seja, se tudo der certo, em breve teremos uma Bohemian Pilsner à la Urquell para degustação.

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Enquanto a dupla corria com a preparação da cerveja, a Old Times Imigrant Ale, brassada na última edição pelas cervejarias Capitu e Dádiva, estava sendo servida em duas opções: a cerveja “pura”, como ela foi concebida, e um barril onde foi feito um dry hop com Nelson Sauvin.

É impressionante o fato de estar sendo servida uma cerveja onde TODO o malte utilizado (malte base e maltes especiais) foi feito de maneira caseira: os grãos foram umedecidos, germinados, secos ao sol, tostados e caramelizados utilizando-se uma máquina de lavar roupas adaptada. Como eu disse pessoalmente, é coisa de maluco – pessoas normais não fazem malte em casa ! (Calma, Ming, é brincadeira…)

O resultado final ficou muito agradável: uma cerveja cor de caramelo de estilo Inglês, fermentada com o fermento Safale S-04, da Fermentis, em baixas temperaturas, o que gerou uma cerveja pouco frutada e focada primordialmente no malte. O amargor apenas equilibrava a balança, mas o malte era a estrela dessa cerveja.

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Muito interessante o projeto e a oportunidade de degustar uma cerveja única como essa.

Até mesmo bolachas de chopp – muito bonitas, por sinal – foram elaboradas para a ocasião.

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FOTO: Fernando Satt

Para registrar todo o evento, contamos com o trabalho de Fernando Satt, que além de fotógrafo é primo de Leonardo Satt, da Cervejaria Prima Satt.

Todas as fotos podem ser vistas na página de Fernando Satt clicando-se aqui.

É isso aí, pessoal ! Bons goles e até a próxima !

Em breve teremos a degustação da Bohemian Pilsner, e estão todos convidados !

Quem aí já tomou Fio Terra?

Amigos,

na noite de 10/03/2015, aconteceu no EAP o lançamento da nova cerveja da Urbana, a Fio Terra, uma autoproclamada Orange IPA com 70 IBU de amargor.

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A Urbana, mais uma vez, trilhou o caminho da irreverência para dar nome a uma de suas cervejas, algo muito comum no ramo das cachaças (quem nunca tomou uma cana grossa Nabunda?), mas pouco explorado nas cervejas até a chegada da Urbana.

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Como diz a propaganda da Fio Terra, é uma cerveja com um toque diferente – de laranja !

Dessa vez, o pessoal da Urbana se superou, e foi gravado até um vídeo promocional que ficou muito engraçado (ainda mais para quem conhece os “atores” do vídeo)… hahahahahaha… só acho que tinha que ter aberto a garrafa “no dente”, abridor de garrafas é coisa de boiola !

Com relação à cerveja, a Fio Terra é uma IPA muito bem feita, é uma Single Hop que utiliza apenas Amarillo, o que por si só já lhe proporciona um aroma bem cítrico característico desse lúpulo.

A laranja, que foi adicionada em forma de uma farinha feita com a casca da fruta, foi adicionada tanto na brasagem como na maturação. Entretanto, é sutil, o toque frutado (ui) aparece no aroma, no sabor ele é um pouco encoberto pelo amargor potente da cerveja.

Foram produzidos 2.500 litros nesse primeiro lote, e a cerveja está disponível em garrafas de 330 ml e em chope.

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Eu não pude comparecer à festa de lançamento, que se iniciou às 19:00hs, mas dei um jeito de passar no EAP durante o dia e tive a oportunidade de tomar o primeiro chope depois do barril ser engatado !

Quando saiu a notícia de que ia ter Fio Terra no EAP, uma semana antes do lançamento começou a se formar uma enorme fila na porta do estabelecimento, e os organizadores do evento tiveram que deixar bem claro que se tratava apenas de uma cerveja, para evitar que o bar sofresse processos por propaganda enganosa !

Fui desafiado a sair falando pra todo mundo que eu adorei tomar Fio Terra… então lá vai:

“Tomei Fio Terra e áááááááááá-dooooo-gueeeeeeeeeeeei ! ”
hahahahahahahahahahaha

Agora, falando sério: eita mundo chato esse em que estamos vivendo ! Ouvi relatos de pessoas que sentiram ofendidas com a brincadeira feita com o nome da cerveja, e aquela velha patrulha do politicamente correto deu as caras mais uma vez, com um falso moralismo hipócrita que adora julgar os outros antes de julgar a si mesmo.  Afinal, é só uma cerveja com nome bem humorado… e bom humor não faz mal a ninguém !

Para essas pessoas, acho que só há um remédio: tomar fio terra. E se puder ser acompanhado de uma boa cerveja, como esse ótimo lançamento da Urbana, melhor ainda ! E se de quebra estiver rolando Lionel Ritchie então… hehehe

Bons goles a todos, e tomem Fio Terra com moderação !

Guiness de graça?

Amantes da boa cerveja,

a cerveja escolhida para o sorteio desse mês (com início dentro de alguns dias) é a Guiness Draught, uma Ale representante clássica do estilo Dry Stout.

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Essa lendária cerveja teve início em 1759, quando Arthur Guiness assinou, no dia 31 de dezembro, um contrato de arrendamento de uma cervejaria não utilizada em St. James Gate, Dublin, válido por 9000 anos !

Uau !

Isso custou a ele o valor exorbitante de £100 no início das atividades, mais um valor anual de aluguel de £45, incluindo direito de uso das águas que passavam pelo local.

Alguns anos mais tarde a Guiness adotou a harpa irlandesa como seu ícone, e atualmente é um dos maiores expoentes da cultura irlandesa, ao lado do U2, dos Leprechauns e do Saint Patrick Day.

A fórmula da cerveja continua a mesma nesses mais de duzentos anos, e a Guiness é uma prova de que grandes cervejarias, mesmo que produzam suas cervejas em quantidades estratosféricas, podem entregar um produto de qualidade quando assim o querem.

Ela leva cevada torrada não maltada em sua fórmula, e uma curiosidade: uma pequena quantidade de cerveja azedada – em torno de 3% – é adicionada à cerveja nova, para adicionar um toque bem sutil de complexidade.

A versão Draught é envasada em latas, que possuem em seu interior uma pequena esfera com nitrogênio, que é rompida quando a lata é aberta, fazendo com que sua espuma adquira um aspecto cremoso e muito bonito.

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Se for servida num Pint ou num Nonic, fica ainda mais bonita !

Completa sua excelente aparência uma coloração preta, escura e turva.

O aroma remete a malte torrado e café, com o lúpulo ficando em segundo plano. Sem presença de ésteres ou outra contribuição da levedura, é bastante neutra em termos de fermento.

Apresenta um corpo leve, o que pode até causar estranheza para quem se deixa impressionar por sua cor (uma prova concreta de que não existe mesmo muita relação entre corpo / cor numa cerveja).

No paladar, cereais suaves em contraste com o tostado que aparece em primeiro plano, café, grãos torrados, e um amargor limpo aparece para ajudar no equilíbrio dessa ótima cerveja.

Os 4.2% de álcool passam despercebidos.

Leve, torrada, um pint extremamente fácil de se beber !

Simplesmente clássica !

É uma cerveja tão icônica que a Burts, fábrica inglesa de batatas chips, lançou uma versão de batata sabor Guiness.

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Será que é bom ? Pelo menos bonito o pacote é !

Quer uma Guiness? Ganhe a sua no Beer4Free !

Sorteios se iniciando dentro de alguns dias !

Bons goles !

Análise: Capitu Tilted Barn

Amantes da boa cerveja,

a cerveja que escolhemos para sortear para os amigos do Beer4Free em nosso último sorteio foi a Capitu Tilted Barn (celeiro virado), uma Specialty Beer que consegue ser clara e leve, mas ao mesmo tempo defumada e aromática, uma cerveja com personalidade.

Ela foi criada pelos cervejeiros Fred Ming e Marcelo Cury, e possui uma história interessante.

Tudo começou em Berlim, onde o então arquiteto Frederico Ming esteve em 2009, ao longo de um ano sabático. Ele se instalou em um squat, vagão de trem adaptado, na companhia de estudantes e artistas de vários países.

Com a aproximação do inverno foram necessários reparos no teto do vagão, de maneira a melhor isolar o telhado fino da neve que se anunciava. E, no teto do vagão, Ming se deparou com uma planta misteriosa que crescia: era o lúpulo !

O amigo alemão Heinz Bier então apresentou a planta a Frederico e dias depois o introduziu aos segredos do Homebrewing, a arte de fazer cerveja em casa.

De volta ao Brasil, Fred deu continuidade a esse projeto e juntou-se ao também arquiteto Marcelo Holl Cury, amigo desde os tempos da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU-USP).

De lá pra cá, eles adquiriram várias histórias para contar, muito pelo fato de serem dos mais inventivos Homebrewers do Brasil, tendo chegado ao ponto de adaptar uma máquina de lavar roupas para transformá-la numa máquina malteadora de grãos (praticamente todos os cervejeiros caseiros do universo compram os grãos já malteados, ao invés de malteá-los em casa!)

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À esquerda, Marcelo Cury e a máquina de lavar – malteadora; à direita, Frederico Ming e seu equipamento de Homebrew.

Voltando à nossa cerveja escolhida, a Capitu Tilted Barn, ela possui 5.1% de teor alcoólico e um amargor de 20 IBU, o que não a deixa muito amarga.

A cerveja leva cevada crua em sua fórmula, além de malte defumado, dry hop de Simcoe e Mosaic e levedura S-04, que é uma levedura de alta fermentação.

Sua espuma é cremosa e duradoura.

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Chega a ser surpreendente como o defumado é evidente, mas sutil a ponto de deixar os outros aromas e sabores mostrarem sua cara ! Você simplesmente consegue detectar esses aromas e sabores lado a lado, lúpulo e defumado, cítrico e levemente amargo x defumado, um dry hop fenomenal, um sem mascarar o outro !

Refrescante, com um corpo aveludado que me remete à cevada crua, relativamente seca, limpa em termos de fermentação !

As cervejas da Capitu, além de muito bem feitas como cerveja propriamente dita, tem um enorme cuidado com o produto como um todo, principalmente com sua identidade visual: a linha de cervejas remete à emblemática Maria Capitolina Santiago (Capitu, como é conhecida), personagem de uma das maiores obras de Machado de Assis, que ficou famosa por seus “olhos de cigana oblíqua e dissimulada”.

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Esses olhos dissimulados são retratados na arte gráfica da cerveja, que possui um rótulo contínuo, numa faixa estreita que dá a volta em toda a garrafa, ficando muito, muito bonita mesmo, tendo sido inclusive eleita como a mais bonita de 2014 por algumas personalidades do ramo cervejeiro na famosa enquete do Bob, jornalista respeitado no mundo cervejeiro.

https://osmelhoresde2014.wordpress.com/

Enfim, uma ótima cerveja !

Aos que ganharam, aguardem que em breve ela chegará pelo correio, para que seja degustada com calma e tranquilidade no conforto de seu lar !

Aos que não ganharam, confira os pontos de venda em:

http://www.cervejacapitu.com.br/#!contato/c24vq

Bons goles !

Lançamento: Wasabiru, Cervejaria Japas

Olá, amantes da boa cerveja !

Se alguns (muitos) anos atrás encontrar cervejas boas e diferentes era uma tárefa árdua – escolher entre Brahma e Antártica era cruel, e a Original era “A” cerveja! – hoje em dia novas cervejas são lançadas com muita frequência aqui na capital paulista.

É até difícil se programar para acompanhar tantos lançamentos: cervejas sazonais, cervejas de linha, novas cervejarias, novos brewpubs… a vida de pseudo-blogueiro não é fácil! É um trabalho realmente difícil e sacrificante acompanhar esses lançamentos e degustar novas cervejas…

:D

Pois bem, contaremos agora como foi o lançamento da Wasabiru, nova sazonal da Cervejaria Nacional em conjunto com a Japas Cervejaria.

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A Japas Cervejaria é uma cervejaria constituída por cinco ‘japas’ que se uniram para conceber essa American Pale Ale que, para ficar bem ‘oriental’, recebeu uma dose de wasabi na maturação.

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Fernanda Ueno, da cervejaria Colorado, de Ribeirão Preto (presente virtualmente e em ‘poster’).

Carolina Oda, sommelière do Ici Brasserie, Gerente de Cerveja da Cia. Tradicional de Comércio e Professora do Science of Beer.

Carolina Okubo, da Cervejaria Invicta, de Ribeirão Preto.

Maíra Kimura, da cervejaria carioca 2cabeças.

Yumi Shimada, sommelière, publicitária e designer de rótulos.

O lançamento aconteceu nessa última segunda-feira, dia 19/01/2015, na Cervejaria Nacional, que fica na Av. Pedroso de Morais, 604, São Paulo – SP.

A Cervejaria Nacional estava bombando de gente, todos sedentos pela inusitada criação das japas cervejeiras.

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A Cervejaria Nacional estava ‘Crowdeada’

O sucesso foi tamanho que mais de 250 litros já se foram nessa primeira noite, um pouco menos da metade dos 650 produzidos. O restante continua engatado, podendo ser degustado na Cervejaria Nacional até o último gole.

A Wasabiru é uma American Pale Ale muito bem feita, bem aromática, com 5,5% de teor alcoólico.

Na aparência, ela apresenta uma coloração dourado clara, e é levemente turva. A carbonatação estava adequada, apesar da pouca duração da espuma.

No sabor, o malte é equilibrado por um amargor relativamente potente, e o Wasabi aparece como um tempero a mais na cerveja, sem sobrepujar os demais sabores.

Confesso que, embora não seja um apreciador de wasabi e da culinária japonesa em geral (apesar de ser casado com uma japa!), gostei bastante do resultado: meu medo era de que o sabor forte do wasabi mascarasse todos os outros aromas e sabores, mas isso não ocorreu. O sabor dele está lá, é perceptível, mas é bem mais suave do que eu esperava. Ficou uma mistura interessante e muito equilibrada !

Japas, parabéns pelo resultado final, uma ótima cerveja para iniciar uma história que tem tudo para ser duradoura!

Na foto abaixo, uma dica sobre a próxima cerveja a ser distribuída pelo Beer4Free…

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Amantes da boa cerveja, aproveitem para degustar a Wasabiru antes que seja tarde.

Bons goles e até a próxima!

Cerveja de Graça?

Saudações,  amantes da boa cerveja!

Gostaríamos de comunicar a todos que hoje foram postadas as primeiras garrafas para os amigos que tem prestigiado nosso trabalho de divulgação da cultura cervejeira.

Elas já foram colocadas no correio, e estão a caminho de dois pontos extremos do Brasil: uma vai para o Rio Grande do Norte, e outra vai para o Rio Grande do Sul.

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Correios, cuidado com a nossa cervejinha…

E, de brinde, cada um de nossos amigos ainda receberá o copo correto para degustar a cerveja de maneira ainda mais agradável!

A cerveja escolhida foi a Hoegaarden Wit, a representação clássica do estilo Witbier, estilo 16A do guia BJCP.

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Cerveja:
Hoegaarden Wit – Blanche
Estilo: Witbier
Teor Alcoólico: 4,9%
Fabricante: Hoegaarden Brewery
Localização: Hoegaarden, Bélgica

Poucas cervejas são a representação clássica de seu estilo de uma maneira tão emblemática quanto a Hoegaarden. Ela é “A” cerveja que simplesmente define o que é o estilo Witbier.

Historicamente, o estilo é elaborado à base de maltes de cevada e trigo não maltado. Ela ainda leva coentro e casca de laranja em sua receita.

É uma cerveja clara, amarelo-esbranquiçada, super refrescante e saborosa. Turva pela presença de levedura na garrafa, possui uma carbonatação intensa e uma espuma persistente e duradoura.

No aroma, um malte suave e um pouco de trigo, encoberto pelos demais aromas característicos do estilo, ésteres frutados, cítrico, frutas amarelas, especiarias, coentro, laranja. O aroma de lúpulo é muito suave, encoberto pelos demais.

O sabor dessa cerveja é muito agradável, o dulçor do malte em conjunto com o cítrico da casca de laranja e com os demais sabores, ficando em destaque realmente o cítrico e o coentro.

Corpo leve e amargor baixo fazem com que a cerveja desça fácil. É seca. Altíssimo drinkability. Deliciosa, muito refrescante e fácil de tomar.

Muitos apostam que esse se tornará o estilo preferido dos brasileiros! E o Beer 4 Free compartilha dessa opinião: é uma cerveja marcante, e apesar de belga é totalmente ajustada ao clima brasileiro, perfeita para tomar sob um sol tórrido no lugar de nossas cervejas convencionais e sem graça.

Amigos, obrigado pela audiência. E lembre-se que você pode prestigiar nosso trabalho ao:

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Dentro de alguns dias teremos mais novidades: uma campanha com a Colorado Indica, uma das pioneiras no estilo IPA a ser fabricada no Brasil, e a Tilted Barn, da cervejaria Capitu, uma excelente novidade que acabou de chegar aos mercados.

É isso aí, pessoal! Bons goles e até a próxima !

Lançamento: Trimiliqui no pedaço !

Saudações, amantes da boa cerveja !

Nesse último sábado,  29/11/2014,  acompanhamos o lançamento da Trimiliqui, a nova cerveja colaborativa da Urbana e da Blondine.

Como havíamos adiantado em nosso post anterior, a receita foi elaborada por André Cancegliero e executada por Victor Pereira Marinho,  que tem sido o responsável pelas cervejas da Urbana.

Victor Marinho, responsável pela cerveja, e Paulo Almeida, sócio do Delirium Café São Paulo.
Victor Marinho, responsável pela cerveja, e Paulo Almeida, sócio do Delirium Café São Paulo.

O lançamento dessa cerveja aconteceu num paraíso em forma de bar cervejeiro: Delirium Café, de São Paulo, um lugar que mal foi inaugurado e já se tornou simplesmente o melhor lugar para se tomar uma cerveja em São Paulo.

Absolutamente fantástico, com suas mais de 20 torneiras penduradas, além de suas centenas de cervejas disponíveis em garrafa. O lugar é tão maravilhoso que merece um Post só para ele (e, logicamente, mais uma visita para registrar tudo com calma).

O único ponto “negativo” do Delirium é que o ambiente intimista é um pouco escuro demais para registrar boas fotos.

A interminável fila de torneiras, guardadas pelo elefante cor de rosa, ícone do Delirium.
A interminável fila de torneiras, guardadas pelo elefante cor de rosa, ícone do Delirium.

Voltando à TRIMILIQUI, ela é uma Belgian Strong Brown Ale, com 8,3% e 40 IBU.

A novidade do dia!
A novidade do dia!

Ela foi elaborada com maltes ingleses e com levedura de característica belga, gerando um contraste interessante do malte de seu corpo com os ésteres frutados da levadura Trappist Ale, da Bio4.

Foram degustadas as duas versões da cerveja, em chope e em garrafa, essa última tendo passado por processo de pasteurização.

A aparência da cerveja é muito bonita, com uma coloração marron escura e uma espuma de boa formação e duração. Na versão engarrafada, a espuma estava com maior persistência, mas isso deve-se em parte à temperatura de serviço, que na versão em chope era ligeiramente mais baixa – a cerveja engarrafada estava um pouco mais quente que o chope.

A cerveja é encorpada, com sua base maltada dando suporte ao amargor e ao álcool, gerando um equilíbrio perigoso para uma cerveja de 8,3% de álcool. Fácil de beber !

Apesar de seus 40 IBU, o amargor não é tão marcante, sua sensação é atenuada pelo caráter frutado da levedura e pelo corpo aveludado do malte, e o after taste é levemente adocicado e alcoólico.

Na versão engarrafada, talvez devido ao fato de a cerveja ter chegado ao copo um pouco mais quente que o chope (ou talvez por alguma reação gerada pelo processo de pasteurização) a sensação de álcool era um pouco mais evidente, e o frutado da levedura também era mais evidente no olfato. No mais, era a mesma cerveja, com a mesma personalidade e o mesmo sabor marcante.

Enfim, uma ótima pedida, uma excelente Belgian Strong Brown Ale, só cairia melhor se fosse degustada num dia mais frio. Com a “lua” que estava fazendo, depois da degustação passamos para coisas mais apropriadas ao calor, como a deliciosa Saison de Cajú, da cervejaria Tupiniquim.  Mas isso também é assunto para outro Post…

Bom, é isso, pessoal ! Até a próxima !

Bons goles a todos !

15 anos de Wäls : um viva para a Dubbel !

Pegando carona no aniversário de 15 anos de uma das maiores cervejarias brasileiras, a Wäls, vamos fazer um post em comemoração à sua mais premiada cerveja: a Wäls Dubbel.

Essa cerveja é uma Belgian Strong Ale, mais precisamente uma Belgian Dubbel, estilo 18B do  BJCP.

A interpretação da Wäls desse estilo clássico é uma cerveja muito equilibrada. Ela possui uma acoloração castanha escura, e uma espuma bege, densa e com boa duração. Sua aparência é um tanto turva, resultante da refermentação ocorrida na garrafa.

Medalha de ouro no estilo Belgian Dubbel
Medalha de ouro no estilo Belgian Dubbel

No aroma, seus 7,5% de álcool transparecem um pouco, mas em perfeita harmonia com os outros aromas, como frutas secas, malte, caramelo.

Na boca, a sensação de calor do álcool é balanceada pelo corpo generoso da cerveja, que possui uma ótima base maltada dando suporte aos outros sabores que aparecem, como o tostado do malte e uma picância frutada gerada pelo fermento. É relativamente seca, e muito agradável de se tomar.

Linda garrafa, ótima cerveja.
                    Linda garrafa, ótima cerveja.

Contrabalanceando com a doçura da base maltada temos um amargor razoável, que apenas equilibra o paladar, deixando a cerveja ligeiramente adocicada, como manda o estilo. Esse amargor está na faixa de 26 IBU (índice que mede o amargor das cervejas).

Como referência do estilo, o BJCP sugere um amargor na faixa de 20 a 40 IBU, o que coloca a Wäls Dubbel na faixa menos amarga do limite determinado para o estilo.

Decididamente, é uma excelente cerveja, e não é por coincidência que ela foi premiada com a medalha de ouro na World Beer Cup de 2014. Um grande feito, levando-se em consideração que nunca uma cervejaria da América do Sul havia conseguido o primeiro lugar no pódio.

Portanto, usando como desculpa o aniversário dessa grande cervejaria, faça um favor a si mesmo e dê-se de presente uma dessas maravilhas: Wäls Dubbel.

Para melhor apreciar a cerveja, servir numa taça adequada, com temperatura entre 8ºC e 12ºC.

Essa ótima Dubbel pode ser encontrada nas versões de 350ml e 750ml, em lidas garrafas arrolhadas, e em chope em bares especializados.

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