Cartola Informativo 03: Dá-lhe Victor Ramos !

Cartoleiros do Beer4Free,

lá se foi a terceira rodada.

cartola

E, mais uma vez, temos novo líder, Stout, do cartoleiro Renato, que lidera com 174.7 pontos !

O nosso antigo líder, Mahogany, não foi muito bem nessa rodada e acabou caindo para o nono lugar, com 157.88 pontos !

Tivemos também, nessa semana, uma adesão de grande número de cartoleiros, fazendo com que o número de participantes de nossa liga tenha passado de 180 !

Lembramos que a liga estará aberta a novos participantes até o final de junho !

Depois disso, a disputa se retringirá aos que já estiverem inscritos !

Pra variar, fui muito mal nessa rodada, não chegando nem aos 30 pontos !

Não sei o que acontece comigo, ano passado estava tão bem… tô parecendo o Tricolor, acabei o brasileiro do ano passado muito bem e comecei o desse ano na maior draga.

E para o “Bisonho da Rodada“, chegamos a cogitar o peruano Paulo Guerrero pelo gol perdido (quem não viu o lance, corra atrás porque vale! Até minha avó cega fazia!), mas quem leva o título, pelo conjunto da obra, é o zagueiro Victor Ramos, do Palmeiras: ele estava escalado em simplesmente 4 dos 10 primeiros times da nossa liga, e ferrou com a vida desses pobres cartoleiros ao conseguir a proeza de marcar -10.7 pontos e desvalorizar $4.62 cartoletas ! Eita Victor Ramos ! Assim não, meu filho !

hahahahahahaha

Às vezes fico me perguntando como será que funciona o lado psicológico de um jogador de futebol que, porventura, entre no cartola e consulte seu valor de mercado: por exemplo, o Victor Ramos vale hoje exatos $1.03. Dentre todos jogadores com status de provável, ou seja, que provavelmente iniciarão jogando na próxima rodada, o zagueiro Bruno Alves, do Figueirense, vale $0.81.

Se levarmos em consideração todos os jogadores, temos vários jogadores que valem $0.79 !

E o pior é que, em alguns casos, você investe num cabra desses e consegue perder ainda mais cartoletas ! É mole?

hahahahahahaha

Falando em perder cartoletas, vamos destacar também o time CaracuFarmsTime´s, do cartoleiro Hiago Bernabeu, que fez a expressiva pontuação de -5.47 nessa rodada e teve desvalorização de mais de 9 cartoletas ! Ele é mais um dos que sofreu com o Victor Ramos e foi o lanterninha da nossa rodada !

Tá fácil pra ninguém, companheiro ! Só tomando uma mesmo !

Força CaracuFarmsTime´s, ainda temos muito campeonato pela frente !

Pra mostrar que sou solidário à sua dor, se você conseguir mais de 60 pontos nessa próxima rodada, mando uma cerveja especial pra você !

Só não vai escalar zagueiro bisonho de novo !

hahahahahahahaha

É isso aí, Cartoleiros do Beer4Free !

Prestigiem nosso Blog !

Boas cervejas e até a próxima !

Bora lá? #PARTIUEATALY

Amantes da boa cerveja,

com algum atraso seguem minhas primeiras impressões sobre o Eataly, cuja inauguração ocorreu na terça-feira, dia 19 de maio de 2015, a partir das 12:00 hs.

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Na minha humilde opinião, a inauguração desse estabelecimento é um marco no turismo gastronômico paulistano.

O primeiro cartão de visitas que o Eataly me apresentou foi sua singela contribuição ao já caótico trânsito da Avenida Juscelino Kubitscheck. Quem frequenta a região, conhece bem o malfadado semáforo que fica no cruzamento dessa avenida com a Faria Lima, e deve saber também que esse semáforo costuma quebrar com mais frequência do que o carro do Rubinho Barrichello quebrava quando ele ainda corria na F1…

E, adivinhem: no dia da inauguração do Eataly – ou melhor, praticamente NA HORA da inauguração, o semáforo resolveu falhar de novo – a inauguração ocorreu por volta das 12:00 hs, e por volta das 13:00 hs o semáforo ainda apresentava problemas. O resultado disso pode ser visto na foto abaixo: o CAOS.

Na pista sentido Marginal, o trânsito era causado apenas pelo semáforo quebrado. Na pista contrária, somava-se a tudo isso a grande quantidade de carros que ia para a inauguração do Eataly. Um trânsito caótico que coloca em prova a paciência de qualquer monge zen-budista.

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Vejam a cara da motorista… é ou não é um exercício de paciência?

Eu, feliz da vida, seguia a pé, apenas observando o trânsito e batendo fotos, até que me deparei com a fila de pessoas que aguardavam para adentrar o Eataly: em pé, sob um sol que ardia forte, dezenas de pessoas aguardavam a liberação para poder entrar.

Felizmente – e inexplicavelmente – a fila andou bem rápido, e depois de poucos minutos eu iniciava minha jornada pelo maravilhoso mundo gastronômico da culinária italiana.

Tudo era muito novo, e o cheiro de cimento e do pó era bastante perceptível, via-se que a inauguração estava sendo feita às pressas.

Mas tudo isso ficava em segundo plano, e era plenamente compensado pelo clima e pela vasta oferta de produtos, pelos restaurantes, por tudo: o Eataly é algo um pouco indescritível, tem que conhecer para entender o que ele significa. É uma mistura de supermercado com Mercado Municipal, com Shopping Center, com cafeteria, com padaria, peixaria, açougue, restaurante, praça de alimentação… Tem até uma parte, no piso inferior, com livros sobre comida, bebidas, gastronomia ! Tudo lá respira gastronomia italiana !

O lema do lugar é: “We cook what we sell, and we sell what we cook.” Ou seja, segundo os administradores do local, tudo o que pode ser consumido no local, nos restaurantes, bares e cafés, existe também no mercado para ser levado para casa. Existe no local açougue, peixaria, padaria, rotisseria, sorveteria, cafeteria, enfim, é muito provável que esse lema esteja correto, pois a chance de você encontrar qualquer ingrediente culinário por lá é bastante alta.

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Olha o tomate !

O andar inferior é um enorme mercado, onde pode-se encontrar muitas coisas: comidas, temperos, frutas, legumes. Uma mistura interessante de “Feira Livre Gourmet” com Shopping Center. Os produtos aparentam ser da melhor qualidade, e os atendentes são cordiais e atenciosos.

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Gourmetização da Feira Livre

Nesse andar também fica o Nutella Bar, uma espécie de bar especializado em Nutella, onde são vendidos diversos produtos feitos com Nutella, como brioches, pães e crepes. O rótulo dos potes de Nutella também são personalizados, com o nome da cidade de São Paulo estampado.

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Funcionará no Eataly também a La Scuola Di Eataly, um espaço reservado a cursos, degustações direcionadas, aulas e palestras culinárias, com a presença de algum Chef ou Sommelier renomado. A grade horária com os cursos e palestras deve ser disponibilizada nos próximos dias !

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Mas vamos ao que nos interessa, que são as cervejas: elas podem ser encontradas no segundo andar, num local que funciona como uma espécie de adega, com cervejas e vinhos, onde os clientes podem comprar e levar para casa, e também podem ser degustadas nos diversos restaurantes do estabelecimento, sendo que cada um possui sua própria seleção de cervejas.

Os restaurantes do empreendimento, que ficam em sua maior parte no segundo andar, na inauguração estavam todos lotados, com fila de espera média de 45 minutos a 1 hora.

Os corredores próximos aos restaurantes geravam um pouco de ‘trânsito’, com passagens bem estreitas – mas nada que comprometesse o clima de euforia das pessoas que faziam suas compras ou suas refeições no local.

Com relação aos preços praticados, nada que assuste às pessoas que já estão acostumadas com os preços de refeições de qualidade em bons restaurantes na cidade de São Paulo. Existem pratos com diversas opções de preço.

A Porchetta do La Rosticceria Di Eataly, por exemplo, que estava muito bonita e dava até água na boca, custava por volta de R$40.

Levando-se em conta que uma promoção no Mac Donalds custa mais de R$20, em geral os preços praticados no Eataly são razoavelmente justos. Eles possuem opções para diversos tipos de ‘bolso’, com itens com preços atrativos misturados a itens mais caros.

Voltando ao nosso foco principal, as cervejas, a seguir daremos uma ideia de uma parte dos rótulos que podem ser encontrados no local, destacando o preço de alguns desses rótulos:

Cervejas e mais cervejas a perder de vista !
Cervejas e mais cervejas a perder de vista !

Júpiter, com suas American Pale Ale e American Pale Ale Australiana (R$15,50, 300 ml), IPA e Meia-Noite Porter (R$13, 300ml);

Cervejaria Nacional, com a Y-iara Pilsen (R$7,90, 310 ml), Kurupira Brown Ale (R$17,90, 600ml), Sa’Si Stout(R$10, 310ml), Mula IPA(R$20, 600ml) e Domina Weiss (R 8,70, 310ml);

Cervejaria DUM: Karel IV(R$27,90), Jan Kubis(R$18,90);

Cervejaria Wals: Session Citra (R$21,50), Petroleum, Wals 42(R$26,50), Niobium(R$21,50);

Cervejaria Tormenta: Hoppy Day(R$23,50),  Hoppy Night(R$26,90);

Morada Cia Etílica: Double Vienna(R$22), Gasoline Soul (R$20);

Serra de Três Pontas: Branca de Brett (R$18,50, 300ml), Cafuza (R$18,50, 300ml), Touro Sentado;

Urbana: Bergamosh (Lançamento, R$12,95, 300ml), Sporro (Promoção, R$ 9,20, 300ml), Refrescadô de Safadeza, Piscadinha (R$ 11,90, 300ml), Boo (R$ 12,79, 300ml), La Sorciére (R$ 13,50, 300ml), Trem Bão, Fio Terra, Trimiliqui, Prima Pode, Gordelícia;

Invicta: Invicta Imperial IPA (R$18,90, 500ml), Invicta India Black Ale (R$ 17,50, 500ml);

Backer: Três Lobos Tommy Gun (R$ 16,50, 355ml), Três Lobos Corleone (R$ 16,50, 355ml);

Burgman: Cosmonauta (R$ 12, 600ml)

Coruja: Baca (R$13,50, 300ml), Coice (R$ 13,50, 300ml);

2 Cabeças: Funk IPA (R$ 22, 500ml) e Maracujipa (R$ 23,50, 500ml);

Mistura Clássica: Bill’s Beer (R$ 20,50, 500ml) e Amnésia (R$ 20,90, 500ml);

Baladin: Super Bitter (R$ 25,30, 330ml), Nazionale (R$26, 330ml), Isaac (R$ 26, 330ml), Fumè XYAUYÚ (com lata decorativa muito bonita, de R$ 286 por R$ 239, 500ml);

Madalena: American Pale Ale (R$ 10,50, 355ml), American Wheat (R$ 10,50, 355ml) e Bohemian Pilsner (R$ 9,90, 355ml);

Schornstein: IPA (R$ 18,90, 500ml), Imperial Stout(R$ 25,90, 500ml);

Tupiniquim: Anunciação IPA (R$ 18, 310ml), Polimango (R$ 18, 310ml) e Monjolo Imperial Porter (R$ 20,50, 310ml);

Esses são só alguns dos exemplos dos rótulos que podem ser encontrados no local. Existem muitos outros, mas nosso objetivo não é trazer a carta completa e sim apenas mostrar como a variedade de rótulos ofertados será muito grande no Eataly.

Como exemplo das cartas de cerveja disponíveis para consumo no local, no restaurante, o La Rosticceria Di Eataly, no segundo andar, as cervejas encontradas no dia de inauguração eram as seguintes:

Em chope
Paulistânia R$ 7,80, 300 ml;
Barbante    R$ 9,80, 250 ml – uma Weiss com a receita elaborada pela Academia Barbante de Cerveja, instituto que será responsável pelas aulas da Scuola e pela cervejaria principal, localizada no restaurante Brace, no terceiro andar;

Em garrafa
Nacional SaSi Stout (R$ 18, 310 ml, Stout, 4,6%)
Nacional Mula IPA   (R$ 20, 310 ml, India Pale Ale, 7,5%)
Urbana Gordelícia (R$ 20, 300 ml, Strong Golden Ale, 7,5%)
Urbana Bergamosh (R$22, 300 ml, Mild Ale, 3,7%)
Birra Del Borgo Duchessa (R$34, 330 ml, Saison, 5,8%, )
Birra Del Borgo Reale (R$34, 330 ml, India Pale Ale, 6,4%)
Baladan Isaac (R$36, 330 ml, Belgian White Ale, 4,5%)
Baladan Nora (R$36, 330 ml, Egyptian Ale, 6,8%)

No terceiro andar do empreendimento, funcionará o mais formal dos restaurantes do Eataly, o Brace. Ele é o mais formal não no quesito requinte ou glamour, mas sim no sentido de que oferecerá um menu europeu mais clássico, com opções de entrada, primeiro prato e segundo prato, mas sempre a gosto do cliente.

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Vista do Brace, no alto, terceiro andar

Anexo ao Brace existirá um bar e uma cozinha cervejeira plenamente funcional, que será pilotada pela Academia Barbante e fará cervejas que serão servidas no local, no estilo de um Brewpub.

Quando estive por lá, no dia da inauguração, o Brace ainda não estava aberto ao público (ele abriria por volta das 18:30, e estive por lá na hora do almoço), e muita coisa ainda estava sendo feita. Uma grande quantidade de pessoas trabalhando, furando, serrando, montando, correndo para que tudo estivesse pronto para a inauguração, que seria dali a algumas horas.

No Brace, nessa noite inaugural, seriam servidas as seguintes opções de cerveja On Tap, ou seja, em formato de chope:  Paulistânia, Barbante Weiss, Urbana Gordelícia Strong Golden Ale, Urbana Bergamosh Mild Ale, Baladin Nazionale, Baladin Super Bitter, Nacional Mula IPA e Nacional Sa’Si Stout.

Detalhe da chopeira do Brace para o dia de inauguração
Detalhe da chopeira do Brace para o dia de inauguração

Amigos, o Eataly tem tudo para se tornar um novo pólo cervejeiro em São Paulo, como o EAP ou o Delirium Bar.

Até mais do que isso, ele deve se tornar um ponto turístico praticamente obrigatório para quem esteja de passagem por nossa cidade. Uma referência na área gastronômica paulistana !

Ficam todos convidados para conhecer o Eataly e, se nos encontrarmos por lá, podemos tomar um chope no Brace !

Bons goles e até a próxima !

Cartola Informativo 02: Estreia do Bisonho da Rodada!

Cartoleiros do Beer4Free,

depois da segunda rodada, temos um novo líder na nossa liga: o time Mahogany, do cartoleiro Coins.

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Com 119,16 pontos, ele desbancou o antigo líder Cora Caldeirão, que foi superado ainda por mais dois times e agora segue na quarta posição.

No entanto, levando-se em conta apenas essa última rodada, o grande campeão foi o Katimba Juniors, do cartoleiro Matheus Bayer, que conseguiu fazer impressionantes 87,22 pontos nessa rodada, muito graças à dupla Felipe Menezes e Bruno Henrique, do Goiás, que junta fez mais de 35 pontos !

Por falar em Bruno Henrique, ele foi o jogador que mais pontos fez e que mais se valorizou nessa rodada, subindo 8,47 cartoletas, seguido de perto por Rodinei, lateral da Ponte Preta, que valorizou 8.32 e ajudou a atropelar o time do São Paulo nessa rodada. Rodinei já contabiliza 3 assistências nesse campeonato e é o líder nesse quesito.

Uma boa oportunidade para os cartoleiros que possuem esses jogadores em seu plantel venderem e obter um bom lucro !

No outro extremo, o goleirão Victor, do Atlético Mineiro, segue em queda livre e desvalorizou 4,42, custando agora apenas 16,22 !

A disputa segue forte nesse início de campeonato brasileiro na nossa liga, com apenas 6,76 pontos de diferença entre o líder e o quinto colocado, o time de Cucurucópolis !

Eu, graças ao grande número de cartoleiros que resolveu entrar na liga, agora me encontro bem longe da lanterna !

hahahahahahahahahahahaha

Estamos com quase 150 participantes em nossa liga ! Ela permanecerá aberta para ingressão de novos cartoleiros até o final do mês de junho. Depois disso, a disputa se retringirá aos que já estiverem inscritos !

E que vença o melhor ! Ou melhor, e que não vença o pior !

Sempre após cada rodada, traremos um pequeno informativo com os principais acontecimentos !

E traremos também, quando couber, o ganhador do trófeu “O Bisonho da Rodada”: e nossa escolha fica para o zagueiraço Erazo, do Grêmio, que, após uma boa defesa do goleiro Marcelo Grohe, faz um lindo gol contra, de cobertura, pra lá de bisonho !

Ô Erazo ! Assim não, meu filho ! Vai matar o Felipão do coração !

hahahahahahaha

Pra quem não viu esse lance:

http://esporte.uol.com.br/futebol/campeonatos/brasileiro/serie-a/ultimas-noticias/2015/05/16/coritiba-vence-o-gremio-com-ajuda-de-gringos-e-gol-contra-bizarro.htm

É isso aí, Cartoleiros do Beer4Free !

Prestigiem nosso Blog !

Boas cervejas e até a próxima !

Inauguração Eataly: Que Lugar !

Amantes da boa cerveja,

nessa próxima terça-feira, dia 19 de maio de 2015, será inaugurado em São Paulo um empreendimento audacioso: a primeira unidade do Eataly na América Latina.

A rede possui vinte e sete unidades ao redor do mundo, sendo dez delas na própria Itália, treze no Japão, uma em Nova York, uma em Chicago, uma em Dubai e uma na Turquia.

Para quem acompanha o cenário cervejeiro a nível mundial, o Eataly de Nova York é conhecido pela sua Birreria, no topo do edifício, que ficou (ainda mais) famosa pelo episódio da série Brew Masters (Mestres Cervejeiros no Brasil), de Sam Calagioni. Ótima série, obrigatória para quem curte cervejas, no Brasil era transmitida pelo Discovery TLC.

O Eataly é um mega empreendimento que fica no coração de um dos bairros mais nobres de São Paulo, o Itaim Bibi, na Av. Juscelino Kubitschek, nº 1489.

Foto: Instagram
Foto: Instagram

Ele é constituído por 3 andares de pura exaltação à gastronomia italiana, com lojas, mercado, padaria, açougue, empório, rotisseria, queijaria e, é claro, vários restaurantes.

Uma LOUCURA !

Uma mistura de mercadão, com restaurante, com empório, com loja, com padaria !

Coisa de louco MESMO !

Lugar para passar o dia inteiro, passeando, olhando e, principalmente, comendo e bebendo !

Quem viabilizou a vinda do Eataly para o Brasil foi um grupo de empresários, composto pelos brasileiros Bernardo Ouro Preto e Victor Leal (sócios da rede de mercados St. Marche e do Empório Santa Maria), pelos italianos Oscar Farinetti e Luca Baffigo (do Eataly Itália) e pelos irmãos Adam e Alex Saper (sócios dos Eataly de Nova York e Chicago), além de algumas outras partes envolvidas.

O Eataly contará com os seguintes restaurantes: La Pizza, La Pasta, La Carne e Il Pesce, La Verdura, Il Crudo, Il Panino, La Piazza e o principal deles, o Brace Bar e Griglia.

O portfólio de cervejas dos restaurantes do Eataly (e também disponíveis no mercado) são sempre um destaque à parte, e no Brasil não vai ser diferente.

O Brace Bar e Griglia possui uma cervejaria e um bar, e contará com uma boa variedade de rótulos.

No mercado também teremos uma boa oferta de rótulos, como das cervejarias nacionais Urbana, Júpiter, Madalena, Nacional, Brotas Beer, Tupiniquim e Paulistânia, entre outras.

Foto: Facebook Cervejaria Urbana
Foto: Facebook Cervejaria Urbana

É sempre bom ver a cena cervejeira local crescendo, tomando corpo, e ver os rótulos de cervejarias como essas num empreendimento como o Eataly não tem preço.

Como tem muito dinheiro envolvido num empreendimento desse tamanho, não seria de se estranhar que o Lobby monstro das mega-cervejarias pudesse comprar, com seu dinheiro infinito, o lugar que as cervejas artesanais brasileiras conquistaram por sua qualidade.

Ponto para o Eataly!

Além das cervejas nacionais, existirão várias opções importadas, como as italianas Baladin e Birra del Borgo, por exemplo, além de outras que trarei com mais detalhe num próximo post.

O complexo conta também com um espaço dedicado a aulas, a La Scuola Di Eataly, um local que será utilizado para que sejam ministrados cursos de culinária com Chefs renomados, assim como degustações guiadas de vinhos, queijos e cervejas artesanais.

O calendário da Scuola já foi elaborado, em breve eu posto maiores detalhes sobre as aulas.

Onde
Eataly São Paulo
Avenida Presidente Juscelino Kubitschek 1489 – Itaim.
Fone: 11 3279-3300

Quando
A inauguração será nesse dia 19 de maio, a partir das 12:00 hs !

O mercado funciona de Segunda a Segunda das 8h às 23h.

Os restaurante possuem horários diferenciados de funcionamento, mas em geral a partir das 11h30 para almoço e a partir das 18h30 para jantar em dias de semana, e aos sábados e domingos a partir das 12h00 sem interrupção.

Depois traremos mais detalhes sobre as opções de cerveja de cada um dos restaurantes !

Bons goles e até a próxima !

Lançamento: Colorado / St. Feuillien Marguerite

Amantes da boa cerveja,

aconteceu ontem, dia 12 de maio de 2015, no Delirium Café São Paulo, o lançamento da mais nova cria da Colorado, em parceria com a belga St. Feuillien.

Aproveitando sua passagem pelo Brasil alguns meses atrás, Alexis Briol, mestre cervejeiro da St. Feuillien, deu vida à Marguerite, uma Saison de 6.7% de teor alcoólico e que leva rapadura em sua fórmula – assim como a Indica, uma das cervejas mais bem sucedidas da Colorado.

colorado_marguerite

Além disso, ela passa por refermentação na garrafa, sendo a primeira vez que a Colorado se arrisca a utilizar essa técnica.

Alexis Briol, como a maioria dos cervejeiros belgas, dá muita importância ao fermento, e é um perito nesse assunto.

Junte a qualidade de Alexis à inventividade da Colorado e sua tradição em utilizar ingredientes brasileiros em suas receitas.

O resultado é uma cerveja de corpo brasileiro e alma belga, um DNA que combina tradição e inovação , uma cerveja chamada Marguerite, um nome de mulher em homenagem à contribuição feminina para a história da cerveja na Bélgica.

A Colorado já havia se arriscado no estilo Saison, com colaborativa com a norueguesa Nogne Ø e a gaúcha Tupiniquim, quando lançou a Ybá-ia, uma saison com uvaia, que é uma fruta nativa da mata atlântica.

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Ou quando elaborou a Carambreja, cerveja feita especialmente para o aniversário de 5 anos do Bar Brejas, em Campinas, outra Saison, que dessa vez leva carambola e manjericão em sua fórmula.

colorado_Carambreja_Rotulo

Pois é, olha só a Colorado se especializando na escola Belga !
:)

Parabéns, Colorado e St. Feuillien !
Bons goles a todos e até a próxima!

Tributação da cerveja: um novo capítulo !

Amigos,

após o malfadado decreto 8.442, de 29 de abril de 2015, temos um novo capítulo na novela que gira em torno da tributação das cervejas especiais.

No dia de ontem, 11 de maio de 2015, foi dada ao governo a primeira resposta do mercado de cervejas especiais.

Durante um seminário sobre alterações no Super Simples Nacional, foi entregue ao Ministro da Micro e Pequena Empresa do Brasil, Guilherme Afif Domingos, um manifesto das microcervejarias do Rio Grande do Sul sobre a sufocante carga tributária ao qual o setor é submetido.

Esse manifesto foi redigido por Humberto Fröhlich (Babel Cervejaria) com colaboração de Leonardo Sewald (Cervejaria Seasons), e foi entregue em mãos ao ministro pelo próprio Humberto, por Rodrigo Ferraro (Irmãos Ferraro Microcervejaria) e por Francine Danigno (SEBRAE-RS).

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Foto: Babel Cervejaria

A seguir, trazemos na íntegra o manifesto citado acima:

A seguir, a íntegra do manifesto:

Manifesto Cervejeiro – Pela Sobrevivência da Cerveja Artesanal Brasileira

Cervejas artesanais são produtos autênticos, feitos com paixão e seriedade por pessoas que assumiram o desafio de produzi-las de forma profissional. Não existe uma definição formal sobre o que é a cerveja artesanal ou especial, mas é certo dizer que são produtos que possuem criatividade, diversidade e um maior cuidado com o produto final, dada a menor escala de produção e o uso de ingredientes – algumas vezes incomuns – de alta qualidade.

O Brasil está passando por uma revolução dos hábitos de consumo. Uma transformação silenciosa, mas veloz. E de mão única. É a transformação do valor agregado. A corrente expansão da classe média cria um novo consumidor com poder de compra e interesse em novas experiências. Além disso, cada vez mais os consumidores estão buscando produtos especiais e autênticos em detrimento de produtos massificados. Tais produtos podem ser das mais diversas áreas: móveis produzidos artesanalmente, uma refeição feita em um restaurante local, um café produzido com grãos torrados na hora, ou, ainda, uma cerveja que não é produzida por uma grande corporação.

As primeiras microcervejarias surgiram no Brasil em meados dos anos 90, seguindo uma tendência mundial iniciada nos EUA no início dos anos 80. Muito do que acontece hoje com o setor no Brasil pode se ter como referência os primórdios do setor nos naquele país. Aqui, o crescimento mais expressivo do setor se deu nos últimos cinco anos, refletindo o crescimento análogo do mercado americano no início da década de 90. Em 2014, os EUA contabilizavam 3.418 microcervejarias.

O setor de microcervejarias possui atualmente cerca de 300 indústrias em todo o país e responde por cerca de 1% do mercado total de cerveja. É uma fatia pequena, comparada à das poucas gigantes do setor que dominam o mercado. Mesmo assim, são empresas que geram mais empregos por litro produzido e agregam mais valor aos seus produtos, transformando matérias primas muitas vezes importadas em produtos beneficiados. Também, pela natureza dos seus produtos, incentiva o consumo moderado, valendo-se frequentemente de lemas como “beba menos, beba melhor”.

O Rio Grande do Sul já responde por números expressivos ligados ao mercado de microcervejarias no Brasil: são 58 fábricas instaladas no estado, espalhadas em diversas regiões, atrás apenas do estado de São Paulo, por uma pequena margem (65 fábricas). As microcervejarias gaúchas estão organizadas em microrregiões produtivas, como o polo cervejeiro localizado no bairro Anchieta, em Porto Alegre, que conta com 11 fábricas em operação. A produção cervejeira do estado é premiada em competições de nível nacional e internacional, mostrando que temos muita qualidade para oferecer.

O mercado de microcervejarias no Brasil apresenta um enorme potencial de crescimento. Este crescimento traria consigo geração de emprego e renda, o desenvolvimento de uma ampla cadeia de suprimentos, o incentivo do consumo moderado de bebida alcoólica, aumento de arrecadação de tributos e desenvolvimento econômico.

Entretanto, como já é sabido, abrir uma empresa no Brasil não é uma tarefa fácil. No caso de abrir uma pequena indústria de cerveja, a situação consegue ser ainda mais complicada. São entraves burocráticos, regulatórios, logísticos, dificuldades ligadas à cadeia de fornecimento e dificuldade de obtenção de capital. A tudo isso se sobrevive com um planejamento e operação bem executados. Contudo, são os tributos o principal entrave para o desenvolvimento do setor, fazendo com que o mesmo perca competitividade, já nascendo com pouca capacidade de desenvolvimento.

O modelo tributário vigente no Brasil para o setor foi criado em função da grande indústria, penalizando assim as pequenas cervejarias de produção artesanal, que não possuem o mesmo ganho em escala de produção, vendo comprometida qualquer possibilidade de crescimento. Tributos muito altos pressionam o aumento dos preços, dificultando o aumento de volumes produzidos e consumidos. Também desencorajam novos empreendedores, impedindo o crescimento do setor como um todo.

O principal volume de tributos consiste nos impostos estaduais, o ICMS e, principalmente, o ICMS-ST (substituição tributária), que recolhe da indústria o imposto presumido sobre toda a cadeia de distribuição e venda. Até 30/04/2015, tributos federais (IPI, PIS e COFINS) eram aplicados sobre bebidas frias (incluindo a cerveja) por meio de uma pauta tributária baseada em pesquisa de preços ao consumidor. Muitas cervejarias, especialmente as de pequeno porte, não tinham seus produtos registrados nesta pauta e pagavam os tributos da faixa de menor valor. A partir de 1°/05/2015, através da lei nº 13.097/2015, a pauta para cerveja foi extinta e todas as indústrias, grandes ou pequenas, ficaram sujeitas às mesmas alíquotas.

No novo sistema, foram concedidas reduções percentuais sobre IPI, inclusive uma redução baseada em volume de vendas, com desconto de 20% até 5 milhões de litros e 10% até 10 milhões de litros por ano. Mesmo assim, estas reduções tiveram pouco impacto sobre o total de tributos federais, que chega a 17,7% do valor de venda, o que representou um impressionante aumento que variou entre 400% a 800%. Este aumento de tributos federais ainda causa um reflexo significativo no ICMS-ST, uma vez que o cálculo é feito sobre o somatório do valor de venda, tributos e demais despesas.

Mesmo com todos os benefícios fiscais concedidos em nível estadual (considerando-se o RS) e federal, o total de tributos chega a 46% do valor final para vendas dentro do estado e até 60% para vendas interestaduais, o que torna as vendas inviáveis em alguns casos. Ainda, com o novo sistema, os distribuidores, extremamente importantes para o escoamento da produção das microcervejarias, são duplamente onerados, ora com a cobrança de PIS e COFINS, que antes não existia, ora com alíquotas mais altas destes tributos cobradas das fábricas quando a venda é feita para atacadistas.

O governo demonstra pouco conhecimento sobre setor de microcervejarias e pouca disposição em conhecê-lo. Houve pouco diálogo para a criação do novo sistema de tributos federais e deste diálogo, muito pouco foi levado em consideração. Microcervejarias têm sido vistas e tratadas como empresas com grande volume de produção, baixos custos e lucro fácil, mesmo que a realidade prove justamente o contrário. Um exemplo disso foi a criação de faixas de redução de IPI em 5 milhões e 10 milhões de litros por ano, enquanto a maioria chega às dezenas de milhares de litros e pouquíssimas sequer cheguem a 1 milhão de litros por ano. Outro exemplo foi a recusa injustificável à inclusão destas empresas no sistema de tributação SIMPLES Nacional em 2014.

Mais um exemplo de total desconhecimento do setor pelo governo é o decreto nº 8.442/2015, onde define o que é cerveja especial para fins de concessão de redução de IPI, e determina apenas que esta deve ter um mínimo de 75% de malte de cevada em sua composição, excluindo, portanto, cervejas de trigo e outras com grande proporção de ingredientes especiais, e permitindo, por outro lado, que cervejas de massa com até 25% de adjuntos como milho sejam consideradas especiais.

Microcervejarias já possuem dificuldades inerentes ao seu próprio tamanho e aos altos custos de produção e ficam sufocadas com a tributação excessiva. Para que um crescimento efetivo da indústria microcervejeira nacional seja possível, é fundamental que haja um tratamento tributário adequado pelo governo. À luz do que é praticado nos EUA e na Europa, são necessárias medidas que aliviem a pesada carga de impostos que incidem sobre a pequena indústria, com planejamento e observadas as características e necessidades próprias do setor. Como exemplo, na Alemanha se aplica tributação progressiva, onde quanto mais se produz, mais se paga. Já nos EUA, se aplicam descontos e isenções em função de variáveis como tempo de empresa e volume produzido. Alguns estados permitem que o primeiro milhão de litros produzido seja isento de impostos, de forma a alavancar o crescimento de novas empresas do setor.

Nós, produtores de cervejas artesanais abaixo assinados, queremos, por meio deste manifesto, propor um debate sério e urgente com governo e sociedade pelo o bem da cerveja artesanal brasileira.”

Fonte: Babel Cervejaria

 

Cartola Informativo 01: Comecei na Zona !

Amigos do Beer4Free que fazem parte da liga do Cartola,

comecei o campeonato na Zona – de rebaixamento !

cartola

Um péssimo início de campeonato para mim ! Só não sou o lanterna (tecnicamente) porque um dos membros da liga não escalou seu time… hehehe !

Eu cheguei a escalar o Pato e o Diego Souza no meu time, mas tirei o Pato porque achei que não fosse entrar em campo (já deixei o Ceturion) e tirei o Diego Souza porque achei que seu valor estava muito caro !

E fez bem que escalou Yuri Mamute ! Quem diria !

Parabéns ao Cora Caldeirão e seu cartoleiro Neto Gol que já largou na frente !

No decorrer das próximas semanas trago mais detalhes sobre a liga, mas só permitiremos a entrada de novos participantes até o final do mês de junho. A partir de então, somente aqueles que já fizerem parte da liga concorrerão à cesta de cervejas no final do campeonato.

Fiquem espertos que, de acordo com meu humor, pode rolar umas cervejinhas extras no decorrer das rodadas !

Grande abraço a todos !

Carta Aberta Abracerva

Amantes da boa cerveja,

ainda com relação à nova legislação que entrou em vigor, compartilho com vocês a carta aberta da Abracerva – Associação Brasileira de Cerveja Artesanal. É um texto muito interessante e que vale a pena ser lido até o final !

abracerva

Bons goles !

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Carta Aberta dos Microcervejeiros do Brasil

Por trás de cada uma das novas e diferentes cervejas que o consumidor hoje encontra em bares, restaurantes e prateleiras há uma história de pessoas apaixonadas e dedicadas que decidiram enfrentar o desafio de produzir profissionalmente cerveja artesanal.

Há controvérsias sobre exatamente o que configura uma cerveja artesanal, mas é certo dizer que se caracteriza pela criatividade e diversidade de estilos. Um novo hábito, que explora novos sabores e experiências, vem ganhando novos adeptos: consumidores adotam um consumo mais responsável, em sintonia com o lema “beba menos, beba melhor”, que define a cultura das cervejas artesanais.

Somos cerca mais de 300 microcervejarias no Brasil, responsáveis pela produção das cervejas artesanais que hoje correspondem a aproximadamente de 1% do volume total de cerveja produzido anualmente.

Assim como no restante do mundo, após um longo período de hegemonia da grande indústria cervejeira em que praticamente inexistiam microcervejarias, novos estilos de cerveja ressurgiram gradualmente a partir das panelas de cervejeiros caseiros e de pequenas e novas indústrias.

Por meio desta carta, gostaríamos de expor ao governo e à sociedade que o modelo tributário vigente no Brasil foi desenvolvido ao longo de décadas em função da grande indústria, e que tal modelo não deveria ser simplesmente replicado para as novas microcervejarias sob pena de inviabilizar a saúde do setor.

Isto porque a pequena indústria não tem o mesmo ganho de escala que a grande indústria, o que resulta numa capacidade contributiva muito inferior. Com impostos muito altos, os preços são impulsionados para cima dificultando o aumento dos volumes produzidos e consumidos; com volumes baixos, o setor perde fôlego, comprometendo o potencial de crescimento que dele se espera.

Recentemente, o Governo Federal sancionou a Lei 13.097/2015, com entrada em vigor em 1º de maio de 2015. Em uma leitura rápida de seu texto, fica a impressão de que as microcervejarias terão desconto nos impostos. No entanto, há um grande engano que precisa ser devidamente esclarecido: na prática, grande parte das microcervejarias terão um aumento imediato de cerca de 500% (quinhentos por cento!) nos impostos federais (IPI, PIS e COFINS).

Ademais, as faixas de desconto criadas denotam um amplo desconhecimento em relação aos volumes produzidos pela micro indústria, que definitivamente não está contemplada na nova lei. Por fim, a nova sistemática vai onerar também as distribuidoras de cerveja, elevando ainda mais os preços finais ao consumidor.

Talvez isso tenha ocorrido pelo fato de sermos um universo não apenas pequeno como desconhecido dos nossos legisladores e governantes. Apresentamo-nos por meio da presente carta, a partir da qual propomos um debate sério e urgente para o bem da cerveja artesanal brasileira.

A Grande Indústria

No período pós-guerras a grande indústria da cerveja cresceu e se consolidou em torno de um estilo único de cerveja popularmente conhecido no Brasil como “Pilsen” ou como “Light Lager” em países de língua inglesa.

Todos conhecemos a realidade e o funcionamento desse oligopólio da cerveja: alguns poucos gigantes controlam a quase totalidade da produção de cerveja no país bem como a distribuição aos canais de venda. Trata-se de uma indústria de volumes muito altos e de margens baixas, pressionadas pela tributação e pela constante necessidade de expansão e de pesado investimento em marketing.

Essa pressão por obtenção de margem, associada ao gosto do público por cervejas leves (fruto também, evidentemente, das ações de marketing), levou os grandes produtores à utilização crescente de adjuntos cervejeiros como o milho e o arroz como forma de obtenção de uma cerveja cada vez mais leve e com custo acessível à população.

Em termos objetivos, temos hoje no Brasil a terceira maior indústria cervejeira do mundo com produção e consumo interno anual estimado em 13 bilhões de litros. O setor responde por 2% do PIB brasileiro e recolhe anualmente cerca de R$ 21 bilhões em tributos no país.

Trata-se de um setor economicamente poderoso e cuja pesada carga tributária vem sendo gradualmente elevada pelo governo. Sempre haverão disputas e divergências em relação aos acertos e erros da política tributária aplicada à grande indústria cervejeira; contudo, é indiscutível o fato de que se trata de uma indústria economicamente relevante no país e que possui envergadura suficiente para suportar o alto nível de taxação a que é submetida, tanto é que está posicionada hoje como a terceira maior produção mundial, atrás apenas de China e Estados Unidos.

Microcervejarias – A Produção de Cerveja Artesanal no Brasil

Seguindo uma tendência mundial, surgiram no Brasil, em meados da década de 90, as primeiras microcervejarias. O movimento foi lentamente se intensificando e teve seu crescimento mais expressivo na década corrente (após, assim como ocorreu ao redor do mundo, ter ocorrido um forte movimento de importação de cervejas de variados países e estilos, abrindo portas para a cultura e consumo de cervejas especiais), de modo que hoje existem cerca de 300 microcervejarias no Brasil.

O cenário atual é de uma indústria jovem e incipiente, comparativamente equivalente aos primórdios da indústria cervejeira artesanal norte americana na década de 80 ou início da década de 90. O setor tem crescido vigorosamente no mundo, e, nos EUA, pioneiro e expoente em volume e diversidade, registrou-se o número de 3.418 microcervejarias (craft breweries) em 2014.

Espera-se vigor e crescimento semelhante da indústria microcervejeira brasileira. Se hoje a produção artesanal representa apenas 1% produção nacional, tem-se em vista o considerável volume de 8% do volume total produzido atingido pelas cervejarias artesanais nos EUA – que representam 15% do faturamento da indústria cervejeira americana.

Esse crescimento interessa tanto ao consumidor, que terá acesso mais amplo (e a preços mais acessíveis) a cervejas artesanais, como à economia brasileira: trata-se de produto com maior valor agregado e que utiliza insumos importados e os beneficia, com potencial para favorecer a balança comercial – tanto pela redução do volume de importação de produto (cerveja) industrializado acabado como pela possibilidade de se tornar referência na América do Sul e gerar superávit por meio da exportação.

Entretanto, como o setor não possui a mesma envergadura da grande indústria, não suporta a mesma carga tributária a ela aplicada – o volume de impostos cobrados hoje representa até 60% do valor de venda (nota fiscal de saída) das microcervejarias. Para operar com margem positiva, as microcervejarias se vêem obrigadas a praticar preços mais elevados, reduzindo a possibilidade de expansão de seu volume e de obtenção de saúde para suas operações como um todo.

Sob outra perspectiva, a carga de impostos vigente hoje representa não apenas uma barreira de entrada às novas microcervejarias de pequena escala, como, por sua arquitetura, inviabiliza por completo o projeto de cervejarias de volume pequeno que não tenham a pretensão de se tornarem cervejarias de maior porte.
Para que um crescimento efetivo da indústria microcervejeira nacional seja possível, é fundamental que haja um tratamento tributário adequado pelo governo. À luz do que é praticado nos EUA e na Europa, são necessárias medidas que aliviem a pesada carga de impostos que incidem sobre a pequena indústria, com planejamento e observadas as características e necessidades próprias do setor.

A recém editada Lei 13.097/2015 e o pouco conhecimento do governo sobre o setor

O mecanismo vigente (até 30/04/2015) para a tributação federal de cervejas funciona assim: o governo federal encomenda uma pesquisa de preços de mercado encontrado nas prateleiras, faz uma média do valor de cada tipo de cerveja encontrada e a enquadra em uma das faixas de preços constantes em uma tabela. Os três impostos somados – IPI, PIS e COFINS – representam uma alíquota de cerca de 11% do valor médio obtido na pesquisa.

As cervejas que não foram “pautadas”, por não terem sido objeto da pesquisa de mercado, pagam o tributo como “outras marcas”, o que corresponde ao valor da faixa de preços mais baixa da tabela. É o que ocorre com boa parte das cervejas artesanais, que são menos conhecidas e não estão amplamente à disposição nas grandes redes de varejo, razão pela qual não são identificadas pela pesquisa encomendada. Assim, pagam um valor de impostos federais que equivale a algo em torno de 5 a 10 vezes menos o valor que seria cobrado caso fossem pautadas pelo seu efetivo valor médio de venda.

Em 1º de maio de 2015, com a entrada em vigor da Lei 13.097/2015, a sistemática muda. Não haverá mais a pauta nem a pesquisa de preços de mercado. As cervejarias passarão a pagar, a título de IPI, PIS e COFINS, uma alíquota de 19% sobre o valor da nota fiscal de venda da cerveja. Muda a dinâmica, mas o governo preservará sua arrecadação, pois os valores nominais dos impostos a serem recolhidos no antigo e no novo sistema se equivalem.

Para a maioria das microcervejarias (que não estão pautadas) a nova legislação representa um astronômico aumento de 500% a 1000% no valor de tributos federais a serem recolhidos. Como meio de tentar adequar essa situação, a nova lei traz duas faixas de descontos para os produtores de “cervejas especiais”: 10% para uma produção anual de até 10 milhões de litros e 20% para uma produção anual de até 5 milhões de litros.

Com base nesse benefício anunciou-se que o governo federal estaria concedendo desconto nos impostos para as microcervejarias. Entretanto, para a maioria das microcervejarias, mesmo com o “desconto” de 20% nos tributos, o resultado final significará um aumento de 400% a 800% sobre o valor hoje devido. Acrescente-se a isso o fato de que a nova lei passa a onerar também as distribuidoras de cerveja, muito utilizadas pelas microcervejarias que não possuem um canal próprio de distribuição. Por fim, as distribuidoras, que no modelo atual estão fora da cadeia tributária de PIS/COFINS, passarão a pagar 10,40% sobre o valor da venda ao varejo.

Mas a grande questão não é essa. É evidente que a sistemática da pauta se mostra ultrapassada para um mercado dinâmico em que surgem novas marcas a cada dia. Além disso, o sistema de pauta gera distorções uma vez que microcervejarias concorrentes pagam, injustamente, valores muito díspares de tributos em razão de uma ter sido pautada e outra não.

É louvável o esforço do governo em criar uma política de incentivo fiscal. Contudo, as faixas de desconto criadas não apenas não atingem o setor microcervejeiro como demonstram uma falta de conhecimento relacionado à ordem de grandeza dos números.
Uma única grande planta industrial operando a todo o vapor atinge uma produção anual da ordem de 100 milhões de litros – equivalente ao volume total produzido pelas mais de 300 microcervejarias existentes conjuntamente. No cenário microcervejeiro atual existem pequenas plantas com produção anual na casa de dezenas de milhares de litros/ano, outras na casa de centenas de milhares de litros/ano, e apenas uma minoria chegando ou ultrapassando a casa de milhão de litros/ano.

Não é necessário dispor de dados e relatórios detalhados acerca dos volumes efetivamente produzidos pelas microcervejarias para checar a coerência dos números acima. Com base em informações básicas tais como área fabril, número de tanques e volume da tina de cozimento, facilmente acessíveis e identificáveis por qualquer visitante, é possível constatar que as faixas de descontos da nova lei não representam a realidade do setor microcervejeiro.

Como conclusão, o que queremos propor é que sejam criadas faixas de desconto para a produção de cerveja artesanal que tenham efetivamente correlação com os volumes atualmente produzidos pelas microcervejarias e em percentual de redução que seja capaz de conferir equidade e dar fôlego para o setor .

Se a nova legislação, formulada após pouquíssimo diálogo com o setor, estabeleceu as faixas de 10 milhões de litros/ano – 10% de desconto e de 5 milhões de litros/ano – 20% de desconto, entendemos que outras faixas de desconto devam ser criadas para microcervejarias que produzam até 3 milhões, 1 milhão, 500 mil e 50 mil litros/ano.

Acreditamos que o escalonamento é medida justa e eficaz, que não representará perda de receita por parte do governo, mas, pelo contrário, trará saúde e crescimento para o setor microcervejeiro, estimulará a competição e a busca por eficiência, gerará mais riqueza, mais empregos e maior arrecadação.
Contamos com o apoio da sociedade e a compreensão do governo.

Saúde!

Um duro golpe à cerveja artesanal

Amantes da boa cerveja,

hoje pela manhã, vi na CAPA do jornal o Estado de São Paulo que estava jogado no capacho do meu vizinho, duas cervejas que fazem parte da minha história: a Urbana Gordelícia e a DUM Petróleum.

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Sempre quis ver essas cervejas na capa do jornal, mas não dessa maneira – como eu já sabia que o Decreto que aumenta a carga tributária das cervejas estava por vir, sabia que a notícia não deveria ser boa.

Pois bem.

Mudou muita coisa. Mudou a maneira como o imposto é cobrado das cervejarias. Mudou, em parte, os responsáveis pelo recolhimento do imposto.

Só não mudou uma coisa: a gana do governo em praticamente estorquir, achacar, exaurir um mercado incipiente, ainda em fase de desenvolvimento, mau saído dos cueiros (como dizia a minha avó) e que, quando muito, representa por volta de 1% do mercado de cervejas: é o mercado das cervejas artesanais.

Um sem-número de micro cervejarias, que mal acabou de nascer, corre o risco de morrer ainda no ninho.

E isso não se restringe às cervejarias: a situação não fica boa também para importadores, distribuidores, pontos de venda – enfim, toda a cadeia ligada à produção, distribuição e venda de cervejas artesanais.

Eu conheço algumas lojas que já fecharam as portas essa semana, e a situação tende a piorar.

Mas vamos aos fatos !

Antigamente, o cálculo do imposto era feito levando-se em conta uma espécie de tabela, que era chamada de ‘pauta’.

O governo, de tempos em tempos, atualizava essa tabela, mas devido à morosidade e à incompetência com que as coisas acontecem no governo, a atualização dessa tabela era falha.

Uma cervejaria, ao surgir no mercado, não era ‘pautada’ – não fazia parte dessa lista – e só passava a fazer parte dessa lista quando chamasse a atenção, ou quando fosse feita uma nova atualização, o que gerava uma injustiça na cobrança dos tributos: quem era pautado pagava uma carga de tributos muito maior do que aquelas cervejarias que não faziam parte da pauta.

Com o novo decreto, passou-se a calcular o valor dos tributos diretamento sobre o valor da nota.

Entendo que essa mudança é, até certo ponto, justa, porque faz com que a regra seja a mesma para todos: se antes existiam cervejarias que se beneficiavam pelo fato de não estar na pauta para pagar impostos muito menores, agora a mesma regra é aplicada para todas as cervejarias.

O decreto elenca, ainda, algumas situações em que as cervejarias poderão ter descontos nos tributos (quem diria!):
- Artigo 7º: desconto de 22% no IPI para o exercício de 2015 e de 25% para o exercício de 2016;
- Artigo 33: desconto nas alíquotas de PIS/Pasep, Cofins, PIS/Pasep-Importação e Cofins-Importação de acordo com o tamanho das embalagens estabelecidos no ANEXO III: menos de 400 ml tem 20% de desconto em 2015, 15% em 2016 e 10% em 2017. Já as embalagens maiores que 400 ml terão descontos de 10%, 5% e 5% respectivamente para cada exercício;
 – Artigo 8º:  desconto no IPI de acordo com a produção determinada no ANEXO II
– até 5 milhões de litros/ano, 20% de desconto no IPI
– 5 a 10 milhões de litros/ano, 10% de desconto no IPI

Mas o que não fica claro ao público em geral é que esses descontos incidirão sobre o NOVO valor do imposto que, para a ESMAGADORA maioria das cervejarias, representa um aumento de mais de 500% !

Eu entendo que o final da ‘pauta’ é uma correção de uma injustiça histórica, onde algumas empresas eram tributadas de uma maneira e outras eram tributadas de uma maneira muito mais vantajosa. A pauta era uma desvantagem competitiva para as cervejarias pautadas, e o final dessa pauta SERIA um avanço.

SERIA se não estivéssemos trocando uma injustiça por outra injustiça AINDA MAIOR.

De que adianta sufocar o pequeno produtor, o nano produtor, matar o pequeno negócio, matar o empreendedor brasileiro?

Vejo apenas dois motivos para a criação dessa legislação:

1 – Se o problema fosse apenas a injustiça gerada pela ‘pauta’, que ela fosse finalizada, mas que fossem criadas N faixas para recolhimento de impostos, com incentivos proporcionais ao tamanho de cada empresa. E isso teria que ser feito de acordo com a realidade do mercado, e não de acordo com o devaneio do legislador que escreveu essa lei sem conhecer esse mercado a fundo.

2 – Se o objetivo do governo fosse apenas gerar mais receita para cobrir os rombos gerados por sua incompetência, a atitude tomada foi ainda menos acertada: seria muito melhor taxar um pouco mais os outros 99% do mercado, pois o valor arrecadado seria muito maior.

Mas vai mexer no bolso da Ambev e do Grupo Petrópolis, doadores de fortunas para as campanhas de TODOS os políticos…

No caso dos descontos concedidos pelo Decreto, por exemplo, quando se criam apenas duas faixas (até 5 milhões de litros/ano e de 5 a 10 milhões de litros/ano), estamos colocando na mesma faixa simplesmente a Colorado, uma das maiores micro cervejarias do Brasil e que produz por volta de 2 milhões de litros/ano, e a Júpiter, por exemplo, que produziu por volta de 100.000 litros em um ano. Ou a Serra de Três Pontas, cervejaria que produziu por volta de 15.000 litros no último ano. É simplesmente ridículo ! E, no meu entendimento, muito, MUITO injusto.

E se a Colorado, uma das maiores micro cervejarias, produz apenas 2 milhões por ano, qual a razão prática da criação de uma faixa de 5 a 10 milhões/ano? Não seria muito melhor privilegiar o trabalho das micro / nano cervejarias criando micro-faixas?

Para acabar com a injustiça da pauta sem criar outra injustiça ainda maior, o governo deveria criar faixas de tributação para a micro cervejaria de verdade, a nano cervejaria, faixas que variassem a cada 100.000 ou 200.000 litros, e que permitissem ao pequeno negócio crescer e, na medida em que vai crescendo, passaria a contribuir mais. E essas faixas não deveriam ser usadas para concessão de descontos, e sim para a tributação com uma alíquota justa.

Simples assim.

Mas parece que o Governo não quer. Talvez seja incompetência, talvez seja má-fé. Talvez, ao invés de pensar no que é melhor para a sociedade, o governo esteja pensando no que é melhor para as empresas que financiaram suas campanhas sujas.

O governo prefere sufocar um mercado que representa apenas 1% do total. Um mercado que gera empregos – proporcionalmente maior que as grandes cervejarias, em número de vagas/litro produzido – um mercado que fomenta a cultura local, um mercado que fomenta o turismo, que promove o consumo responsável de bebidas, que preza pela qualidade de seu produto. O governo prefere sufocar esse mercado a fazer seu trabalho de uma forma decente, tributando de maneira justa as micro empresas.

Mas costumo dizer que isso é normal por aqui, afinal de contas eu, o Silvio Santos e o Eike Batista estamos todos na mesma faixa de IR. Se o governo é injusto com as pessoas físicas, por que seria justo com as jurídicas?

Agora, o mais bizarro dessa lei – e que mostra que o governo está mesmo LONGE de compreender esse mercado – é que esses descontos mencionados acima valem apenas para cervejas especiais, ou seja, “a cerveja que possuir 75% (setenta e cinco por cento) ou mais de malte de cevada, em peso, sobre o extrato primitivo, como fonte de açúcares” (segundo o decreto, por favor, hein?).

Segundo esse decreto, uma Weissbier que leva 50% de malte de trigo, ou uma Witbier que leve 25% desse cereal não são consideradas cervejas “especiais”.

Já se a AMBEV colocasse um pouco mais de malte na Skol (um pouco muito), e mantivesse todo o restante do processo, com “pedaladas” na fermentação, corantes, conservantes e tudo o mais, ainda assim ela passaria a ser especial segundo o novo decreto.

Enfim, isso é Brasil.

Espero, de coração, que todos meus amigos cervejeiros consigam sobreviver a esse período de turbulência, que tomara não dure muito.

Espero que os envolvidos na elaboração desse Decreto percebam o engano que cometeram (ou se envergonhem, caso tenham feito isso por Lobby das forças ocultas) e que em breve modifiquem esse decreto, facilitando a vida de quem quer empreender no mercado cervejeiro e seguir dentro da lei.

Os cervejeiros, hoje em dia, aqui no Brasil, são H-E-R-Ó-I-S !

E, pelo menos os que conheço, sabem do respeito que tenho por eles, que lutam contra tudo e contra todos, matam dois leões por dia, e ainda assim persistem nesse mercado muito mais por amor à cerveja do que por amor ao dinheiro.

Bons goles, meus amigos, e aproveitem pra tomar cerveja boa enquanto ainda tem !

Obrigado, governo do brasil !  Obrigado, AMBEV !

Para quem quiser ler esse malfadado decreto na íntegra, clique aqui e boa sorte !

Cerveja grátis no Cartola

Amantes da boa cerveja,

no próximo final de semana começa o Campeonato Brasileiro de 2015 !

E nesse ano o Beer4Free terá uma liga no Cartola, o Fantasy Game do Campeonato Brasileiro. O Cartola é administrado pela Globo, e é um jogo muito divertido.

cartola

Pra quem ainda não conhece, maiores informações podem ser obtidas aqui.

E pra tornar o jogo ainda mais divertido, o campeão da nossa liga, ao término da última rodada do Campeonato Brasileiro, no mês de dezembro, levará pra casa um Kit contendo 10 cervejas especiais, além de duas taças para poder degustar as cervejas com muito mais estilo.

Gosta de futebol? Gosta de cerveja? Demorou ! Entre na brincadeira !

Bons goles !